Trabalhos de investigação decorrem há 15 anos

Antiga olaria romana permite conhecer o passado conserveiro de Peniche

Antiga olaria romana permite conhecer o passado conserveiro de Peniche
Escavação arqueológica - Fornos Morraçal Ajuda - Peniche [+] Fotos

Iniciou-se no dia 22 de julho no Museu Municipal de Peniche uma nova campanha de tratamento e estudo dos materiais arqueológicos recolhidos na olaria romana do Morraçal da Ajuda, em Peniche.

Este sítio arqueológico, identificado em 1998 em terrenos camarários, corresponderia a uma antiga olaria romana, que teria funcionado entre o final do séc. I a. C. e o final do séc. II d. C. dedicada essencialmente à produção de ânforas associadas ao transporte e distribuição de conservas de peixe.

As análises efetuadas aos 27.000 fragmentos cerâmicos recolhidos neste importante sítio arqueológico têm possibilitado a reconstituição da história deste território na época clássica, altura em que Peniche era uma ilha. Através deste projeto sabe-se hoje que esta ilha albergava um importante complexo industrial associado à produção de conservas de peixe. Depois de capturado, o pescado local seria transformado em conservas que seriam acondicionadas em ânforas, fabricadas nesta olaria, numa produção que seria destinada a uma exportação em larga escala por via marítima.

Promovida pelo Município de Peniche, esta investigação é desenvolvida por equipa coordenada pelos arqueólogos Guilherme Cardoso (Assembleia Distrital de Lisboa), Severino Rodrigues, Eurico de Sepúlveda e Inês Alves Ribeiro, coadjuvados por estudantes de arqueologia de universidades portuguesas, centrando-se na inventariação de peças, e no seu registo em fotografia e desenho técnico.

Resultado direto deste projeto é a produção, em colaboração com a maior fábrica de conservas do concelho, de duas edições de latas de conserva de sardinha e, mais recentemente, de cavala, sob a chancela "Peniche, Há 2000 anos a produzir conservas", produto que contribui para a evocação do passado conserveiro desta cidade.

Por outro lado, o Município ambiciona igualmente proceder à musealização deste sítio arqueológico, de forma a tornar visíveis ao público as estruturas de dois dos fornos identificados, criando um novo espaço interpretativo deste património cultural ligado à faina piscatória.

Esta campanha arqueológica, que se prolongará até dia 3 de agosto, contando igualmente com o apoio logístico do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, I.P, tem sido ao longo dos anos amplamente divulgada pela comunicação social e em inúmeros encontros científicos no domínio da arqueologia.

Apresenta-se, seguidamente, links para alguns artigos publicados sobre o projeto:


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