Documentário "Natureza Morta" de Susana Sousa Dias, dia 24 de abril, na Fortaleza

Documentário
Documentário "Natureza Morta"

Inserido no ciclo de cinema documental tendo como pano de fundo a temática da Liberdade, terá lugar no dia 24 de abril, pelas 21h30, na Fortaleza de Peniche a projeção do filme "Natureza Morta", da autoria de Susana Sousa Dias, comentado por Manuel Pedro, ex-preso político da Cadeia do Forte de Peniche.

"Natureza Morta", de Susana de Sousa Dias, é um documentário premiado em vários festivais de cinema nacionais e internacionais. Recebeu o prémio Atalanta para o melhor documentário português do DocLisboa 2005.

Dentro de uma imagem esconde-se sempre outra imagem. Utilizando apenas materiais de arquivo e sem recorrer a palavras, "Natureza Morta" pretende redescobrir e penetrar na opacidade das imagens captadas durante os 48 anos da ditadura portuguesa (actualidades, reportagens de guerra, documentários de propaganda, fotografias de prisioneiros políticos, mas também rushes nunca utilizados nas montagens finais), permitindo a sua reabertura a diferentes leituras. Trata-se de um filme com múltiplos níveis de leitura, intenso e perturbante, que não deixa ninguém indiferente.

Este ciclo de cinema, iniciado no passado dia 21, com a projeção do documentário "48", também de Susana Sousa Dias, prossegue no dia 27, pelas 21h30, com o filme "Processo-crime 141/53 Enfermeiras no Estado Novo".

Este evento é organizado pela Câmara Municipal de Peniche e União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), integrando o programa local comemorativo do 38º aniversário da Revolução dos Cravos. 

"Natureza Morta"

Ficha técnica
Realização: Susana de Sousa Dias
Música: António de Sousa Dias
Montagem: Susana de Sousa Dias com Valérie Bregaint e Helena Alves
Produção: Ansgar Schäfer (KINTOP) e Xavier Carniaux (AMIP)
Duração: 72 min
Apoios: Centre National de la Cinématographie, Procirep, Arte France, Fundação Calouste Gulbenkian
Distribuição em Portugal: ATALANTA FILMES
 
Fonte: www.kintop.net


Nota Biográfica
Manuel Pedro

Nascido em 19 de Agosto de 1931, em Lisboa. Começou a trabalhar aos 11 anos como empregado de restaurante. Teve vários empregos, entre eles foi empregado da área dos Seguros.

Casado. Pai de três filhas e avô de 4 raparigas.

Comunista, destacado lutador contra o fascismo. Construtor da Revolução de Abril. Aderiu ao Partido Comunista Português em 1956.

Entre outras áreas do associativismo, interveio no movimento cineclubista, tendo sido fundador do Cine-Clube Imagem e membro da sua Direcção até 1959.

Integrou a Delegação Portuguesa ao VI Festival Internacional da Juventude e dos Estudantes para a Paz e Amizade entre os Povos, realizado em Moscovo, em 1957.

Passou à actividade clandestina como Funcionário do Partido em 1965.

Durante o regime fascista, Manuel Pedro foi preso três vezes, tendo passado 11 anos da sua vida nas prisões fascistas, concretamente entre Fevereiro e Maio de 1958, entre Maio de 1959 e Dezembro de 1964 e entre Maio de 1969 e Abril de 1974, altura em que estava preso no Forte de Peniche.

Depois do 25 Abril, Manuel Pedro assumiu papel destacado na organização e no reforço do PCP e nas lutas democráticas no distrito de Lisboa.

Foi membro do Comité Central do PCP entre 1968 e 1988.

Abril de 2012

Secretariado do Comité Central do PCP


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