Peniche: Novembro > Mês do Mar

Peniche: Novembro > Mês do Mar

Entre os dias 4 e 30 de Novembro de 2011. Consulte as diversas iniciativas e participe.

PROGRAMA:

Oceano XXI – Apresentação do Projecto da ENONDAS
4 de Novembro, 11h00 no Auditório do Edifício Cultural
Organização: Oceano XXI e CMP
 

Exposição "Para além do Surf/Beyond surfing", de Ricardo Bravo

 
Exposição patente de 05 de Novembro a 31 de Dezembro de 2011, na Sala de Exposições do Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche. Iniciativa integrada nas comemorações do Mês do Mar.
 
Há cada vez mais pessoas a fotografar surf. Hoje em dia, quando chegamos à praia, junto à orla marítima e antes do lugar onde as ondas quebram, é comum depararmo-nos com objectivas imponentes, apontando para a água, em busca do momento certo para fixar o movimento das pranchas. Mas, se há cada vez mais pessoas a fotografar surf, nem por isso temos mais imagens capazes de reflectir o surf tal como ele de facto é.
 
Como sabe qualquer surfista, surfar não é apenas remar para uma massa de água, colocarmo-nos em pé numa prancha e, num difícil equilíbrio, percorrer a parede de uma onda que nos empurra para terra. Isso é a componente visível do surf. Mas é também uma parte ínfima da experiência de surfar. Há muito surf para além do surf.
 
É aí que as fotografias do Ricardo Bravo fazem a diferença. Não estamos apenas perante um excelente fotógrafo de surf. O mais notável no Ricardo Bravo é a capacidade de, fotografando o surf, mostrar o mundo que existe em volta do surf. Um mundo feito de esperas pacientes; de conversas suspensas à beira mar; de ondas que se revelam entre feixes de luz branca; de momentos em que ficamos suspensos entre a força do mar que, enquanto nos consome, sugere-nos uma grandeza física que nós próprios desconhecíamos; e, claro, da independência que só se encontra na solidão que experimentamos sentados na prancha, aparentemente perdidos no meio do mar. As fotografias do Ricardo Bravo são um pretexto para anunciar um segredo: o surf não se esgota no surf.
 
A escritora norte-americana Susan Sontag, autora de algumas das reflexões mais interessantes sobre fotografia, escreveu que “a câmara fotográfica faz de cada pessoa um turista na realidade dos outros e, eventualmente, na sua própria realidade”. Um bom fotógrafo é necessariamente alguém capaz de olhar para as coisas com uma visão inocente e primeira, em princípio só ao alcance de quem é estranho à realidade que fotografa. Quando olho para as fotografias do Ricardo Bravo é isso que vislumbro: um olhar primeiro, de turista, não viciado no mundo que fotografa e por isso capaz de o revelar imaculado. Este conjunto de fotografias confirma que, para além de capacidade técnica que lhe permite fotografar com mestria o surf, o Ricardo Bravo tem uma intuição que torna possível cristalizar os momentos em volta do surf com a mesma intensidade. É isso que faz dele um grande fotógrafo e, por acréscimo, um grande fotógrafo de surf.

Pedro Adão e Silva (Setembro de 2011)
 
Sala de Exposições – Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche
Largo do Município | Rua dos Hermínios, nº 1, 2500-235 Peniche
Horário de abertura da Exposição: De 2ª f a 6ª f: 09h00-13h00 e 14h00-17h00 | Fins-de-semana e feriados: 15h00-18h00.
Entrada gratuita.


Exposição "Raízes de Mar", de Bárbara Marques e Eduardo Pereira Antunes

No próximo dia 12 de Novembro pelas 16h00, tem lugar a inauguração da Exposição "Raízes de Mar", no Salão Nobre da Fortaleza de Peniche. Esta iniciativa encontra-se integrada nas comemorações do Mês do Mar, em Peniche.
 
A Exposição “Raízes de Mar” é uma primeira apresentação de um projecto mais amplo que consiste em fotografar a Pesca em Peniche. A Pesca é aqui entendida como actividade em mar e em terra, ou seja, como actividade económica mas também na sua vertente social e cultural.
 
Pretende-se, com este projecto, elaborar um retrato amplo e vasto da influência da pesca na vida e nas vidas da cidade de Peniche.
 
São autores desta exposição os fotógrafos Bárbara Marques e Eduardo Pereira Antunes: Bárbara Marques – Fotógrafa profissional desde 1999. Formada em fotografia no Ar.Co, Lisboa e na EFTI, Madrid. Licenciada em Gestão de Empresas, UAL e Eduardo Antunes – Estudou na ES António Arroio, formado em fotografia na ETIC. Licenciado em Design Gráfico no IADE.
 
A não perder, de 12 de Novembro a 31 de Dezembro de 2011, no Salão Nobre da Fortaleza de Peniche!
 
Museu Municipal de Peniche
Fortaleza de Peniche | Campo da República, 2520 - 609 Peniche
Coordenadas GPS: Lat. 39 21 13.20769; Long. -9 22 52.50852
Horário de abertura da Exposição: De 3ª f a 6ª f: 09h00-12h00 e 14h00-17h00 | Fins-de-semana e feriados: 10h00-12h00 e 14h00-17h00
A visita à exposição é gratuita.
 
 
Exposição "Eu e o Mar: Profissões Tradicionais de Peniche"
 
Encontra-se patente ao público até dia 29 de Janeiro de 2012, na Sala do Governador, Fortaleza de Peniche, a Exposição "Eu e o Mar: Profissões Tradicionais de Peniche".
 
Nesta exposição são apresentados seis ofícios tradicionais de Peniche através de seis histórias de vida de antigos e actuais profissionais ligados ao Mar. Nela dialogam memórias pessoais, colectivas e profissionais. Procura-se transmitir, através das histórias de vida apresentadas na 1ª pessoa, de árvores genealógicas, de fotografias e objectos escolhidos pelos próprios a pluralidade de proveniências, saberes e patrimónios, materiais e imateriais, subjacentes a estes ofícios.
 
Através desta exposição, apresenta-se o devido reconhecimento a estas pessoas, profissões e saberes, qualificando-os como Património Cultural, contribuindo para a sua preservação, valorização e divulgação.
 
Venha conhecer, através destes seis testemunhos, um pouco mais da história de Peniche. Contamos com a sua visita!
 
Museu Municipal de Peniche
Fortaleza de Peniche | Campo da República, 2520 - 609 Peniche
Coordenadas GPS: Lat. 39 21 13.20769; Long. -9 22 52.50852
Horário de abertura da Exposição: De 3ª f a 6ª f: 09h00-12h00 e 14h00-17h00 | Fins-de-semana e feriados: 10h00-12h00 e 14h00-17h00
A visita à exposição é gratuita.
 

Sessão da "Poesia anda por aí"
 
E o projecto “A poesia anda por aí...” voltou cheio de energia e depois da sessão do passado dia 28 de Outubro, na Biblioteca da Escola EB 2. 3. D. Luís de Ataíde, prepara-se para ir até ao Sporting Clube do Lugar da Estrada. Será já no próximo sábado dia 12 de Novembro, pelas 21h30.

Este encontro volta a não ter uma temática específica mas, tendo em conta que no próximo dia 24 de Novembro se assinala o 105º aniversário de nascimento de António Gedeão, este será concerteza um dos poetas mais lidos da noite.

António Gedeão
nasceu a 24 de Novembro de 1906 na lisboeta freguesia da Sé e foi sempre uma criança precoce com clara inclinação para as letras. No entanto, a entrada no liceu e o contacto que isso proporcionou com as ciências, despertaram nele um novo interesse que fez com que, no acesso à Universidade, optasse pelas Ciências Físico-químicas, que cursou na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Durante 40 anos foi, essencialmente, professor e pedagogo. Porém o “bichinho da escrita e da poesia” continuaram nele e foi sempre escrevendo os seus textos que, julgando sem qualidade, ia destruindo! Só em 1956, após ter participado num concurso de poesia de que tomou conhecimento no jornal, publicou, aos 50 anos, o primeiro livro de poemas - Movimento Perpétuo – sob o pseudónimo de António Gedeão que o acompanhará o resto da vida, até falecer aos 90 anos de idade.
 
Deixou-nos poemas belíssimos, muito marcados pela condição humana, nas suas vertentes social, biológica e espiritual. Alguém escreveu um dia que "Nos seus poemas dá-se uma simbiose perfeita entre a ciência e a poesia, a vida e o sonho, a lucidez e a esperança…"
 
Assinamos por baixo e convidamo-lo a vir comprovar na próxima sessão d’ A poesia anda por aí… Sábado, no Sporting Clube do Lugar da Estrada!
 

(…) Todo o tempo é de poesia.
Desde a arrumação ao caos
à confusão da harmonia.
(António Gedeão) 
 
Exibição do documentário "Amigos de Peniche", de Clara Gomes

No próximo dia 16 de Novembro, pelas 15h00, será exibido o documentário “Amigos de Peniche”, de Clara Games, no Auditório do Edifício Cultural da CMP. Esta iniciativa integra as comemorações do Mês do Mar, a decorrer em Novembro, em Peniche.
 
Na Nota de intenções que suporta o documentário, a autora refere
 
"O meu avô Cristovão Gonçalves Júnior, conhecido como «Cristovão Vianês», morreu no mar quando a minha mãe contava apenas nove anos. Afoito e conhecedor, era um grande pescador (…) À minha mãe restaram memórias da angústia diária da tempestade à espreita, de épocas de mar vazio e meia sardinha a cada, de preces mais pela vida que pela fartura, mas também recordações da forma como as actividades diárias se transformavam em canção ou fado ou de como o fruto do mar restaurava a harmonia entre corações desavindos e alegrava almas enlutadas."

Está assim explicado o nascimento deste documentário, cuja sinopse não deixa margem para dúvidas quanto àquilo que podemos esperar da sua visualização:

"A vivência do mar contada por aqueles cuja vida sempre dependeu dele. Uma estirpe que fenece. Memórias de acções e tradições no limiar do seu desaparecimento.

Baseado na rica tradição oral das gentes do mar, Amigos de Peniche desenvolve-se à volta de vários personagens que testemunham, na primeira pessoa, o que o mar tem de belo e de terrível: naufrágios e mortes, pescarias, festas e cantigas.

Dividido entre os testemunhos dos homens e das mulheres – cada grupo com o seu papel na faina – Amigos de Peniche começa com as histórias dos homens: naufrágios, fugas do Forte, perseguições da PIDE, o auge das cooperativas e a tristeza da pesca abandonada pelos governos. Um calafate recorda os grandes estaleiros – numa altura em que os abates pairam por cima das poucas embarcações que restam. Reformados, vão ainda ao mar até a morte os chamar. Os que já não conseguem ir contam histórias de tempestades, salvamentos, patuscadas na ilha da Berlenga. Para ajudar à reforma secam o peixe na corda da roupa e vendem-no aos emigrantes.

As mulheres recordam que davam aos filhos o pão que o Diabo amassou. Nas fábricas de conservas, as algarvias; na ribeira, as nazarenas; nas redes, as vianesas, todas trabalhavam de sol a sol e longas noites. Com as penicheiras aprenderam a arte dos bilros que dava de comer a toda a família em invernos de mar vazio.

Acabamos ao despique entre homens e mulheres, porque a vida não é só sofrimento e pelo meio dos trabalhos sempre houve tempo para uma romaria, um fado e uma ou outra cantiguinha.

Através das histórias de vida, da costa dramática e do acompanhamento de acções, como a procissão do mar, a descarga do peixe, o remendar das redes ou a apanha da sardinha, vamos conhecer todo um modo de vida que cessa, pouco a pouco, de existir."

O documentário é da autoria de Clara Games (realizadora, videasta, jornalista e docente do ensino superior nas áreas da comunicação e do audiovisual) que o realizou, produziu e montou, sendo a captação de som, pós-produção de som e imagem de ru*mor* (Rui Viana Pereira). Fazem parte do elenco deste documentário: Lucília Gonçalves Gomes, João Farto, José Rosendo, Floriano Sabino, Augusto Marques, Paulo Francisco, Mestre Jaime, Fernando Malheiros, Lúcio Ferreira do Rosário, Zulmira e Luciano José, Tia Emília, Ermelinda Martins, Lucília Almeida, Conceição Trindade, Ida Guilherme e a Companha do Fruto da Liberdade.


Exibição do documentário "Berlenga, Ilha do Farol", de Paulo Fajardo

O documentário "Berlenga - A ilha do Farol", da autoria de Paulo César Fajardo, será exibido no Auditório da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar – IPL, em Peniche, no próximo dia 30 de Novembro, pelas 21h30.
 
A exibição está integrada nas comemorações do Mês do Mar, conjunto de iniciativas a decorrer em durante o mês de Novembro no concelho de Peniche, e será aberta a toda a comunidade.
 
Este documentário pretende caracterizar a ilha da Berlenga na primeira pessoa, através da voz das pessoas que lá estão e das que lá vão. Cada olhar é único e a ilha influencia todos de maneira diferente.
 
Paulo César Fajardo é natural da Figueira da Foz (n. 1980). Licenciado em Turismo, paralelamente frequentou várias formações técnicas de imagem, som, edição e animação. Como produtor independente, desenvolveu vários projectos de âmbito documental, realizando a sua primeira curta de ficção ("Outono"), em 2000. Colaborou como freelancer nas áreas de operador de câmara, editor e realizador em programas de entretenimento para vários canais nacionais e internacionais (RTP, TVI, Canal 6, SportTV, Benfica TV, VIVA, GMTV e TV5). Em 2011 termina a sua primeira longa-metragem “Sonho de Verão” e actualmente é repórter de imagem para a SIC/SIC Notícias na agência de Coimbra. 
 
 


CONTACTOS

Largo do Município
      2520-239 Peniche

(+351) 262 780 100

(+351) 262 780 111

 cmpeniche@cm-peniche.pt


 





Subscreva a nossa newsletter e receba todas as novidades no seu email.