Ministro da Saúde reconhece especificidade de Peniche

Manutenção do Serviço de Urgência no Hospital de Peniche

Manutenção do Serviço de Urgência no Hospital de Peniche

No programa televisivo Prós e Contras da RTP1 emitido ontem, dia 7 de Janeiro de 2008, o Senhor Ministro da Saúde, António Correia de Campos, reconheceu as especificidades do concelho de Peniche, aceitando alguns dos argumentos desde sempre defendidos pelo Municipio de Peniche. António Correia de Campos informou que o serviço de urgência básica no Hospital de Peniche será mantido e que irá proceder à re-organização dos cuidados de saúde primários. Está igualmente prevista para breve a constituição do Centro Hospitalar Oeste Norte.

O programa Prós e Contras de ontem, onde foi debatida a questão da requalificação do serviço de urgências, contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Peniche, António José Correia, que se fez acompanhar por toda a vereação e membros da Mesa da Assembleia Municipal. Na sua intervenção, António José Correia, aludiu à singularidade do caso de Peniche que “colocará à prova a capacidade e o bom senso do Senhor Ministro da Saúde na sua decisão”. A particularidade da situação de Peniche deve-se, por um lado, ao facto do Hospital São Pedro Gonçalves Telmo de Peniche, “ter sido o único que não estava incluído na lista inicial de Serviços de Urgência a encerrar e, desse modo, não foi alvo de um processo de audição pública, facto esse que constitui um problema político”. Entre outros aspectos, a não inclusão de Peniche na lista inicial de serviços a encerrar, resultou do facto da Comissão Técnica ter considerado Peniche como Pólo Turístico especialmente relevante.

António José Correia referiu ainda que o Ministro da Saúde “está mal informado relativamente aos tempos e distâncias ao hospital mais próximo, não tendo a Comissão Técnica que elaborou o relatório final considerado a frente marítima Peniche, principal porto de Pesca do País”. A título de exemplo, “na eventualidade de acontecer algo na Ilha da Berlenga que se encontra a cerca 7 milhas de Peniche, que implique uma intervenção imediata do Instituto Socorros a Náufragos (ISN), este demorará cerca de 40 minutos, ultrapassando em muito o tempo de chegada ao hospital mais próximo que é Caldas da Rainha”. Sugeriu também importância de envolver o ISN no debate destas questões, dado seu papel fulcral no salvamento marítimo.

Referindo-se de modo particular a Peniche, o Senhor Ministro da Saúde começou por destacar a relação de elevada cordialidade desde sempre mantida com o Presidente da Câmara Municipal de Peniche. Reconheceu que Peniche “possui um enorme capital de queixa, porque apareceu de repente numa lista de serviços de urgência a encerrar que inicialmente não apontava para tal facto.” O Ministro da Saúde descreveu a situação actual do Hospital de Peniche, “o qual faz cuidados primários e possui uma rede de cuidados primários que funciona muito mal”, possuindo no entanto muito boas condições em outras valências como é o caso da ortopedia e medicina fisica de reabilitação.

Aos factos referidos anteriormente, o Ministro da Saúde juntou alguns aspectos que o levaram a pensar seriamente no assunto como o caso da sazonalidade sentida em Peniche e os aspectos relacionados com as actividades marítimas. Para a resolução do problema de Peniche, o Ministro anunciou a constituição para breve do Centro Hospitalar Oeste Norte, integrando Alcobaça, Caldas da Rainha e Peniche, cujo objectivo será a construção de um novo hospital. No decurso dessa futura integração, “será requacionado o problema da saúde no concelho de Peniche. Até lá, será possivel proceder à re-organização dos cuidados saúde primários de Peniche e só depois será tomada uma decisão de fundo sobre a requalificação das urgências do Hospital de Peniche”.


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