RENDAS DE BILROS DE PENICHE

UM POUCO DE HISTÓRIA

Se, tradicionalmente, os homens se dedicavam à pesca e à lavra dos campos, as mulheres, para além de auxiliarem na salga, transformação e armazenamento do pescado, entretinham-se, geralmente à porta de casa, a rendilhar delicadas e alvas peças de renda de bilros de Peniche, cuja venda complementava frequentemente o parco rendimento obtido na árdua labuta piscatória.

As rendas de bilros, verdadeiro ex-libris do artesanato penichense, parecem remontar ao séc. XVII, data de que se conhecem os primeiros documentos aludindo a esta arte. É já durante a segunda metade de séc. XIX que se assiste ao apogeu artístico e técnico das rendas de bilros de Peniche, patenteado na existência, por volta de 1865, de oito oficinas particulares, onde as crianças a partir dos quatro anos se iniciavam na produção deste artesanato. Criada em 1887 a Escola de Desenho Industrial Rainha D. Maria Pia (mais tarde Escola Industrial de Rendeiras Josefa de Óbidos), foram as suas diretoras, com relevo para Maria Augusta Bordalo Pinheiro (1887-1889), que incentivaram o ensino da renda de bilros, com desenhos artísticos inovadores e formação de grande qualidade. Atualmente as rendas de bilros de Peniche podem ser aprendidas e aperfeiçoadas na Escola Municipal de Rendas de Bilros que acolhe de segunda a sexta-feira, jovens dos 6 aos 90 anos.



Monumento de homenagem à Rendilheira - Cidade de Peniche
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