A solução arquitetónica encontrada adopta uma linguagem estética e técnica referente à arquitectura contemporânea, procurando o máximo aproveitamento das qualidades climáticas e geográficas do local.
O edifício não possuirá qualquer tipo de simbologia religiosa, para que possa ser utilizado por membros com diferentes crenças religiosas e adaptado consoante as suas práticas e necessidades.
A casa mortuária é composta por cinco câmaras ardentes, uma capela, uma instalação sanitária comum, um vestiário e uma pequena sala de arrumos, desenvolvendo-se numa área bruta total de construção de 390,79 m².
A sua organização interna acentua de forma evidente a sua função, estando muito voltada para si mesma quase sem aberturas para o exterior ao nível dos olhos. A volumetria simples do edifício concentra-se num único volume branco, multifacetado, de geometria irregular e arestas vivas, assemelhando-se a um Origami.
Os processos construtivos adotados são modernos e eficientes, assim como as soluções técnicas, de fácil execução, visando a otimização dos custos de obra e a sustentabilidade energética e ambiental. A Casa Mortuária será, ainda, dotada de todas as condições de acessibilidade para pessoas com mobilidade condicionada.
A empreitada foi orçamentada em cerca de 350 000 euros, a acrescer de IVA, mas o executivo resolveu executar a obra por administração direta, apostando, assim, na redução significativa deste valor. Está previsto o prazo de cinco meses para a sua execução.

