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Agenda Cultural | 2016Geral
Pelo 19º ano consecutivo que a Câmara Municipal de Peniche promove a investigação arqueológica dos vestígios da antiga olaria romana do Morraçal da Ajuda, localizada na atual cidade de Peniche.
03 Agosto 2016
Trata-se, até ao momento, da mais antiga olaria romana identificada na antiga província da Lusitânia. Terá sido fundada por Lúcio Arvénio Rustico, ao tempo do imperador Augusto, possivelmente nos finais do século I a. C. e funcionou, provavelmente, até aos finais do século II/ inícios do III d. C.
Nesta olaria eram produzidas ânforas que serviam para envasar conservas piscícolas, manufaturadas com o excelente peixe dos mares de Peniche, para serem expedidas para várias cidades e villae do Império Romano.
A investigação desenvolvida desde 1998, data da identificação do sítio arqueológico, permitiu o reconhecimento da especificidade tipológica das ânforas produzidas nesta olaria, tipificada em 12 formas: Peniche 1 a Peniche 12.
Para além de ânforas, também ali foram fabricadas peças de cerâmica para consumo doméstico e para a faina da pesca.
Devido à importância dos espólios descobertos no Morraçal da Ajuda, será exposto durante o Congresso Internacional “Rei Cretariae Romanae Fautores”, a realizar em Lisboa, entre 25 de setembro e 2 de outubro próximos, um conjunto de peças provenientes de Peniche para serem observadas e manuseadas pelos vários especialistas estrangeiros e nacionais presentes naquele evento. Aos participantes será dada a oportunidade de analisar o tipo de argilas em que as ânforas e outros tipos de cerâmica foram produzidos, assim como uma nova tipologia anfórica da qual se aguarda a publicação da mesma num livro de atas que será apresentado no decurso do referido Congresso.
Na campanha de tratamento de materiais, em curso deste 25 de julho e que se estende até dia 5 de agosto, estão presentes, para além dos arqueólogos responsáveis pelo projecto de investigação dos Fornos do Morraçal da Ajuda – Guilherme Cardoso, Eurico Sepúlveda, Severino Rodrigues e Inês Ribeiro –, mais cinco arqueólogos e seis jovens estudantes de arqueologia das universidades do Porto, Coimbra e Lisboa.
Nesta olaria eram produzidas ânforas que serviam para envasar conservas piscícolas, manufaturadas com o excelente peixe dos mares de Peniche, para serem expedidas para várias cidades e villae do Império Romano.
A investigação desenvolvida desde 1998, data da identificação do sítio arqueológico, permitiu o reconhecimento da especificidade tipológica das ânforas produzidas nesta olaria, tipificada em 12 formas: Peniche 1 a Peniche 12.
Para além de ânforas, também ali foram fabricadas peças de cerâmica para consumo doméstico e para a faina da pesca.
Devido à importância dos espólios descobertos no Morraçal da Ajuda, será exposto durante o Congresso Internacional “Rei Cretariae Romanae Fautores”, a realizar em Lisboa, entre 25 de setembro e 2 de outubro próximos, um conjunto de peças provenientes de Peniche para serem observadas e manuseadas pelos vários especialistas estrangeiros e nacionais presentes naquele evento. Aos participantes será dada a oportunidade de analisar o tipo de argilas em que as ânforas e outros tipos de cerâmica foram produzidos, assim como uma nova tipologia anfórica da qual se aguarda a publicação da mesma num livro de atas que será apresentado no decurso do referido Congresso.
Na campanha de tratamento de materiais, em curso deste 25 de julho e que se estende até dia 5 de agosto, estão presentes, para além dos arqueólogos responsáveis pelo projecto de investigação dos Fornos do Morraçal da Ajuda – Guilherme Cardoso, Eurico Sepúlveda, Severino Rodrigues e Inês Ribeiro –, mais cinco arqueólogos e seis jovens estudantes de arqueologia das universidades do Porto, Coimbra e Lisboa.
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Conteúdo atualizado em21 de março de 2022às 14:06

