Dando seguimento a uma política de evocação da memória associada ao movimento de resistência antifascista que teve como palco o estabelecimento prisional instalado pelo regime de Oliveira Salazar na Fortaleza de Peniche, o Município de Peniche e a União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), desenvolvem presentemente um projeto de levantamento documental de todos presos políticos que cumpriram pena nesta cadeia por crime de delito de opinião durante o período de vigência da ditadura fascista (1933-1974). Este trabalho terá como objetivo último a edificação de um memorial que proceda à homenagem pública dos cidadãos que estiveram presos na Cadeia do Forte de Peniche, e que tal como Álvaro Cunhal, tiveram o seu percurso de vida ligado a Peniche, marcando, por sua vez, indelevelmente a memória coletiva desta comunidade piscatória.

