Neste contexto e sequência dos acordos referidos, vários Serviços de Urgência foram, desde 2008 até ao presente objecto de avultadíssimos investimentos públicos (casos, verbis gracis, do Hospital da F. Foz e Santo Tirso – 2,29 milhões e 2 milhões respectivamente -, os quais são agora desconsiderados nos critérios de referenciação, exigindo-se o assacamento de responsabilidades pelo desperdício absurdo de dinheiros públicos.
Importará reivindicar, o que fazemos, critérios e soluções geográfica e territorialmente adaptadas à realidade do país, discutidas e dialogadas com as populações e com todos os agentes envolvidos, sendo que, critérios como o do Tempo de Acessibilidade ou da População Residente não são unívocos e mensuráveis do mesmo modo.
A desarticulação das propostas atinentes aos Serviços de Urgência é, igualmente, e por maioria de razão, uma urgência a reconsiderar (encaminhando-se para os SU restantes a população onde os SU desaparecem ou são desqualificados), impondo-se, portanto, e com urgência, verdadeiras alternativas/respostas reais e exequíveis.
A disponibilidade da ANMP e os Municípios para o diálogo sempre fez e faz, também na matéria em apreço, parte do seu ADN, sendo que a postura de confronto e ausência de diálogo institucional do Governo será, se necessário, objecto do confronto em sede própria de molde a assegurar, de parte do Estado, não só a assumpção dos compromissos plasmados em acordos e protocolos como, e sobremaneira. a garantir a sua função soberana em matéria de Saúde Pública.
O conselho Directivo da ANMP, reunido a 24 de Julho, resolveu, em consequência:
- Solicitar ao Senhor Ministro da Saúde que proceda a uma urgente Audição dos Autarcas cujos territórios e populações se encontram abrangidos pelas suas propostas – em cumprimento, aliás, de um Dever Constitucional.
- Que, no seguimento dessas reuniões individualizadas, seja promovida uma Reunião Conjunta, através da ANMP, com a presença do Senhor Ministro da Saúde e de todos os autarcas envolvidos neste processo.

