A apreensão decorre do facto de, a concretizar-se tal medida, dela resultar um claro prejuízo, quer do bem-estar e da qualidade de vida dos penichenses e dos muitos milhares de forasteiros que nos visitam anualmente, quer do ponto de vista do desenvolvimento económico, já que a vocação turística do nosso concelho ficaria irremediavelmente afetada por uma medida desta natureza. Mas também espanto, porque o caminho que alguns parecem pretender traçar vem claramente à revelia de todos os compromissos que foram, nesta matéria, publicamente assumidos entre os representantes do Estado e, através dos eleitos, com a população. De facto, não se alteraram as condições que, em 2008, determinaram que se revogasse a intenção de extinguir o serviço de urgência, passando o nosso hospital a constar da futura rede de Serviços de Urgência Básica.
A população de Peniche, que nestas matérias como noutras que têm a ver com a consagração de direitos sempre soube ter uma atitude tão coerente quanto firme, privilegiando o diálogo ao confronto, não pode relevar as mentiras que nos foram iludindo, designadamente as veiculadas pela administração do Centro Hospitalar Oeste Norte, que sempre garantiu aos autarcas de Peniche que o projeto para o Hospital de Peniche era para levar por diante, nos termos do acordo publicamente divulgado e celebrado a 22 de janeiro de 2008 entre o então Ministro da Saúde e o Presidente da Câmara Municipal de Peniche. O Estado e os seus representantes têm que ser pessoas de bem e, em matérias de compromisso com as populações, não pode haver lugar a duas verdades.
c. A nossa vocação turística, que quase faz triplicar a população residente no concelho em certas alturas do ano, também é um fator a levar em conta, não só ao nível das necessidades de atendimento hospitalar da população local, como ao nível do impacto negativo que a inexistência de estruturas de atendimento hospitalar teria na escolha do nosso Concelho como destino turístico.
- 1. Reiterar o apoio , no conteúdo e na forma, às posições que têm sido publicamente assumidas pela Câmara Municipal de Peniche e pela Assembleia Municipal que, no essencial, defendem a continuidade do Hospital de Peniche e a implementação do prometido Serviço de Urgência Básica.
- 2. Manifestar a intenção de se manterem alerta na defesa tão legítima quanto intransigente do Hospital de Peniche e do seu Serviço de Urgência Básica a funcionar 24 horas por dia, com todas as condições que um serviço desta natureza deve ter.
- 3. Concretizar novo encontro entre os autarcas e a população, em função dos desenvolvimentos que o assunto possa merecer nas próximas semanas.

