Este projeto é desenvolvido por equipa coordenada pelos arqueólogos Guilherme Cardoso (Assembleia Distrital de Lisboa), Severino Rodrigues, Eurico de Sepúlveda e Inês Alves Ribeiro, conta com a presença de mais quatro investigadores, alunos de licenciatura e mestrado das Faculdades de Letras de Coimbra e Lisboa.
O Município de Peniche tem promovido, desde 1998, o estudo daquele que é o mas importante sítio arqueológico do período romano do concelho, local onde entre o final do séc. I a.C. e o início do séc. III funcionou uma olaria produtora de ânforas (recipientes em cerâmica utilizados para transporte de produtos) que serviriam para o envase de conservas de peixe, facto demonstrativo da antiguidade desta, ainda hoje, importante indústria local.
Esta investigação, que em muito tem contribuído para o reconhecimento de uma matriz histórica ligada ao Mar, conta com o financiamento do Município que desde 2009 investiu neste projeto uma verba cifrada em € 22.545,88.
Resultado direto deste investimento é a produção, em colaboração com a maior fábrica de conservas do concelho, de duas edições de latas de conserva de sardinha e, mais recentemente, de cavala sob a chancela “Peniche, Há 2000 anos a produzir conservas”, produto que contribui para a evocação do passado conserveiro do concelho de Peniche.

